Wikileaks Archive

Wikileaks flagra generalização da vigilância

Em nova série de revelações, site expõe negócios milionários entre grandes empresas e governos para tentar manter cidadãos sob controle.

Por Resistir:

A mais recente revelação da organização dirigida por Julian Assange põe a nu o negócio milionário das empresas de segurança que converteram o seu negócio na nova indústria de espionagem maciça que alimenta sistemas de espionagem governamentais e privados. A última entrega de Wikileaks fornece os nomes das empresas que, em diferentes países, interceptam telefones, rastreiam mensagens de texto, reconstroem a navegação na Internet e identificam, inclusive, as vozes de indivíduos sob vigilância. Tudo isso é feito de forma maciça com softwares que são vendidos a governos democráticos e a ditaduras.

Poderia dizer-se que se trata de um mau filme, mas os sistemas de intercepção maciça fabricados por empresas ocidentais e usados, entre outros objetivos, contra adversários políticos, são mesmo uma realidade. A 1º de Dezembro, Wikileaks começou a publicar um banco de dados de centenas de documentos provenientes de cerca de 160 empresas do setor de vigilância dos cidadãos.

Em colaboração com Budget Planet et Privacy International, bem como meios de comunicação de seis países – L’ ARD na Alemanha, Le Bureau of Investigative Journalism na Grã-Bretanha, The Hindu na Índia, L’Espresso, em Itália, OWMI em França e Washington Post nos EUA, – Wikileaks expõe à luz do dia essa indústria secreta cujo crescimento explodiu após o 11 de Setembro de 2001, representando milhares de milhões de dólares em cada ano.

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O julgamento do soldado Manning

Defensores de Manning protestam contra prisão de soldado (AP)

 

Começou na sexta-feira audiência para determinar se Bradley Manning, suposto alimentador do Wikileaks, deve ser submetido à corte marcial

Por BBC Brasil

Visto como herói por ativistas antiguerra e traidor por quem alega que o vazamento colocou vidas em risco, Manning passou, em pouco tempo, de uma pessoa desconhecida a uma pedra no sapato do governo americano.

De sua cela, não muito longe da Casa Branca, Manning se converteu em uma causa célebre para ativistas de direitos humanos, bem como um símbolo para críticos progressistas da Presidência de Barack Obama.

Manning, que enfrenta mais de 22 acusações – incluindo uma de “colaborar com o inimigo” -, é acusado pelo Pentágono de transmitir ao WikiLeaks centenas de milhares de documentos oficiais relacionados às guerras do Iraque e do Afeganistão, vídeos comprometedores e milhares de telegramas do Departamento de Estado americano. Continue reading “O julgamento do soldado Manning” »

Sobre Wikileaks e Facebook

Combater as formas de exploração contemporâneas passa pela fuga dos mecanismos de identificação do sistema, mas também por sua sobrecarga, voltando suas lanternas insistentes contra as faces dos perseguidores paranoicos

Por Hugo Albuquerque, O Descurvo

A imagem acima já circulou bastante pela Rede. Nela, estão Julian Assange, criador de Wikileaks – a organização transnacional sem fins lucrativos que se prestou a desmascarar as tramoias da diplomacia americana pelo mundo – dizendo “Eu dou informação privada sobre as corporações para você de graça, e eu sou vilão” e Mark Zuckerberg – cabeça da popularíssima rede social Facebook – dizendo “Eu dou sua informação privada para as corporações por dinheiro, e eu sou o homem do ano”.

Recentemente, eu vi essa imagem no blog do Bruno Cava, usada por ele para demonstrar o que é “capitalismo cognitivo” – sim, uma imagem vale mais do que mil palavras, e esse chiste poupa algum tempo de explicação sobre as formas de exploração contemporâneas. Se o pós-fordismo é marcado pela virada do capitalismo ocidental em desenvolver sistemas de comunicação – e reproduzir nas suas redes, sua forma particular de exploração-, pensar sobre Wikileaks e Facebook, e seu papel nisso tudo, é fundamental. Continue reading “Sobre Wikileaks e Facebook” »

Seu email e celular estão sendo vigiados?

Empresas alemãs, francesas, britânicas, russas e sulafricanas vendem tecnologia que permite grampear um país inteiro, hackear o sue computador ou controlar o seu celular – sem jamais terem que chegar perto de você

Por Pratap Chatterjee, Publica

A indústria de vigilância do século 21 é de alta tecnologia, sofisticada e terrivelmente persuasiva. É isso que revelam mais de 200 emails de mala direta e outros materiais de marketing publicados hoje pelo WikiLeaks e a Privacy International.

O equipamento à venda se encaixa em quatro categorias: localização geográfica de telefones móveis e veículos; invasão de computadores e telefones para monitoramento de cada tecla apertada; captura e armazenamento do que é dito em toda uma rede de telecomunicações; e análise de quantidades vastas de dados para rastrear usuários individuais.

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Empresas de vigilância na mira do Wikileaks

Há uma indústria que ganha biliões a acabar com a privacidade das comunicações entre as pessoas e há Estados que se aproveitam disso para as controlar ou reprimir.

O Wikileaks divulgou nesta quinta-feira os “Spy Files”, com informações acerca da lucrativa indústria de vigilância de comunicações eletrônicas. E conclui que hoje em dia a espionagem faz-se em massa e não é submetida a qualquer controle.

Por Esquerda.net

Há uma indústria que ganha bilhões para acabar com a privacidade das comunicações entre as pessoas e há Estados que se aproveitam disso para as controlar ou reprimir.

Poucas semanas após anunciar uma retirada para obter financiamentos, a organização de Julian Assange regressa à divulgação de ficheiros secretos e logo sobre uma das indústrias onde o segredo é não apenas a alma, mas também o próprio negócio. Colaborando com duas organizações antiescutas – Privacy International e Bugged Planet – e com órgãos de imprensa de seis países, a Wikileaks libertou 287 documentos esta quinta-feira, e promete divulgar mais nas próximas semanas e no próximo ano. Continue reading “Empresas de vigilância na mira do Wikileaks” »

Misteriosa rede empresarial chinesa avança sobre recursos naturais africanos

Conglomerado chinês na África não cumpre promessas de investimento em infraestrutura e se envolve em negociações obscuras com governos repressivos. Difícil é descobrir onde começa a empresa privada e onde termina o Estado chinês

Por Beth Morrissey, Ojha Himanshu, Rena Laura Murray e Patrick Martin-Menard, para o Center for Public Integrity*, Publica

Durante séculos, investidores estrangeiros devassaram a África à procura dos lucros oferecidos pelas abundantes reservas de petróleo e de minerais preciosos. Muitos deixaram rastros de corrupção e não cumpriram promessas de compartilhar a riqueza com os africanos.

É por causa deste passado que um conglomerado tem chamando a atenção da opinião pública do continente, ocupando as manchetes de jornais em diferentes países da África. Continue reading “Misteriosa rede empresarial chinesa avança sobre recursos naturais africanos” »

Wikipedia, jornalismo e o neojornalismo

Em vez de gerir grandes pólos de produção de conteúdo, as empresas de informação precisam desenvolver novas maneiras de fazer curadoria e gestão de conteúdo produzido por centenas e milhares de provedores

Por Moxphere

Uma informação dada pelo Mediashift mostra que foram necessários 660 segundos para que a Wikipedia tivesse o seu primeiro verbete sobre o tsunami no Japão, em japonês. Vinte e um minutos mais tarde, já havia uma versão em inglês do mesmo verbete. O New York Times, titã e marca famosíssima do jornalismo mundial, levou 180 minutos para dar a primeira nota em seu site. A Wikipedia, desde sua origem, se propôs a não ser uma ferramenta jornalística, tentando se dedicar à sua vocação enciclopédica. Contudo, a natureza de sua existência baseada no crowdsource a obriga a aceitar papeis mesmo contra sua vontade. Hoje, o site criado por Jimmy Wales, é indiscutivelmente mais jornalístico do que muitos dos players da mídia tradicional.

Na verdade, quando a Wikipedia foi pensada, há cerca de uma década, raríssimas pessoas poderiam imaginar que a produção de conteúdo por parte dos usuários transformaria-se num avassalador provedor da web. O sucesso da empreitada tornou-se um desafio, uma vez que o crowdsource não pára de dar mostras que está deixando de ser uma opção para se transformar na regra. Em vez de gerir grandes pólos de produção de conteúdo, as empresas de informação precisam desenvolver novas maneiras de fazer curadoria e gestão de conteúdo produzido por centenas e milhares de provedores. A lógica da coisa segue a mesma – tentar oferecer a informação mais precisa – mas mudou o viés. Continue reading “Wikipedia, jornalismo e o neojornalismo” »

HAITI: “Aba Minustah”

Às vésperas de mais uma renovação da permanência da missão de paz, manifestantes pedem a saída das tropas da ONU comandadas pelo Brasil; documentos do Wikileaks confirmam rumores sobre golpe contra Aristide

Por Marina Amaral e Natalia Viana, Agência Pública

Três soldados uniformizados seguram com força um rapaz moreno sobre um colchão. Com os braços torcidos por trás das costas, ele recebe um soco e tem sua calça abaixada entre as risadas estridentes do grupo. Um quarto soldado, de pé e sem camisa, abre a braguilha da sua calça camuflada e aproxima o seu pênis do menino, deitado de costas. Ele faz uma expressão de terror; pouco depois, os soldados o soltam, ainda entre gargalhadas.

O vídeo que expõe a tortura e suposto estupro do jovem haitiano por parte de quatro soldados uruguaios, integrantes da força da ONU no Haiti (MINUSTAH), vazou no começo de setembro pela internet, provocando comoção nacional.  O presidente Michel Martelly, condenou veementemente o ato que “revoltou a consciência da nação’, e a porta-voz da missão de paz, Eliane Nabaa, expressou a preocupação de que o “lamentável” episódio possa “impactar nossa relação com os haitianos”. O ministro brasileiro da Defesa, Celso Amorim, ressalvou: “Não se pode contaminar toda a missão de paz por um episódio específico”. Continue reading “HAITI: “Aba Minustah”” »

Os hackers da política

Ao invés de apenas lançar críticas contra a crise da representação, um coletivo de ativistas prepara-se para viajar pelo país mostrando à população que é possível apropriar-se de dados do Estado, e interferir sobre eles

Do Blog do Paraná

Para uma nova sociedade conectada, um novo modo de fazer política. É o que propõe o movimento Transparência Hacker. Um coletivo de programadores, estudantes, jornalistas, advogados e ciberativistas que produzem tecnologias sociais para fiscalização, acompanhamento e participação cidadã nas políticas públicas e funções de governo.

Para eles, conectar é possibilitar colaboração, e permitir colaboração é reconstruir a participação democrática no âmbito de Estado ou fora dele; em suma: abrir, por meio da tecnologia, o processo político para a participação de todos. Para dar substância prática a essa pretensão revolucionária, produzem aplicativos e programas a partir de dados governamentais – sempre de modo aberto, fragmentado e colaborattivo – em rede. Continue reading “Os hackers da política” »

Um ano de Era Wikileaks

Como, há doze meses, um gesto de Jullian Assange projetou uma ferramenta de internet até então desconhecida e criou um fenômeno que pode mudar a história do jornalismo e da diplomacia

Por Greg Mitchell, The Nation | Tradução do Opera Mundi

A terça-feira (03/05) marcou exatamente um ano desde que o Wikileaks, que existia há três anos mas só obtinha atenção esporádica nos Estados Unidos, causou comoção mundial com a divulgação de seu vídeo Collateral Murder (Assassinato colateral), que mostrava a morte de civis iraquianos, incluindo dois funcionários da Reuters, em ataques de helicópteros norte-americanos. Este seria o primeiro de quatro importantes vazamentos do WikiLeaks nos meses subsequentes – os outros foram os “diários de guerra” do Iraque e do Afeganistão e o escândalo dos telegramas, todos supostamente passados pelo soldado Bradley Manning, ainda preso em regime de semi-isolamento em uma cela em Quantico.

Assim, recapitulemos como o Collateral Murder – e O Ano do WikiLeaks – se tornaram realidades. Um trecho de meu novo livro, Bradley Manning: Truth and Consequences (Bradley Manning: verdade e consequências). Continue reading “Um ano de Era Wikileaks” »