Reportagem sobre alguns dos aspectos mais instigantes das revoltas no Oriente Médio: a presença feminina autônoma, as primeiras vitórias e a luta para evitar deriva fundamentalista.
Por Juan Cole*, TomDispatch.com | Tradução Opera Mundi
A “Primavera Árabe” tem recebido muita atenção na mídia norte-americana, mas um de seus elementos cruciais tem sido ignorado: o papel impressionante das mulheres nos protestos que varrem o mundo árabe. Apesar da cobertura inadequada de seu papel na mídia, as mulheres estiveram e frequentemente permanecem à frente desses protestos.
Para começar, as mulheres tiveram uma posição significativa nas manifestações tunisianas que desencadearam a Primavera Árabe, muitas vezes marchando pela Avenida Bourguiba, em Túnis, a capital, puxando seus maridos e filhos. Depois, o estopim do levante egípcio que forçou a queda do presidente Hosni Mubarak foi uma manifestação em 25 de janeiro na Praça Tahrir, no Cairo, convocada por uma jovem apaixonada por meio de um vídeo postado no Facebook. No Iêmen, colunas de mulheres de véu saíram às ruas em Sanaa e Taiz para derrubar o autocrata do país, enquanto na Síria, enfrentando a polícia secreta armada, as mulheres bloquearam estradas para exigir a libertação de seus maridos e filhos presos. Continue reading “A primavera das mulheres árabes” »
Google Tradutor












