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Como o Brasil poderá se beneficiar da crise (III)

O país como um todo e o governo como um todo, setor privado e universidades, devem acordar para o grande desafio de unir inovação e sustentabilidade para o desenvolvimento

Por Luis Nassif, em seu blogue

Chegou a hora de convocar os formuladores de futuro.

Não dá mais para encarar a crise global apenas de forma defensiva, tendo como único objetivo minimizar seus efeitos sobre o Brasil. A crise abre a oportunidade histórica do Brasil dar um salto. Mas exige-se, antes, visão estratégica.

No governo Collor, houve um ensaio de visão estratégica nos estudos de Eliezer Baptista para a integração do continente. No governo Lula, criou-se a Secretaria de Assuntos Especiais, montou-se o projeto Brasil em 2 Tempos, visando desenvolver essa visão. O projeto foi tocado pelo coronel Oliva, com um grau de sofisticação analítica excepcional.

Havia um problema nele. Eram formulações por demais sofisticadas para haver um elo automático com o dia-a-dia de governo. Havia a necessidade de um órgão intermediário – possivelmente a própria Casa Civil – assimilando os conceitos, enriquecendo-os e definindo o modo de casar as políticas públicas com os objetivos de longo prazo.

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Guerra por controle remoto: conheça os fabricantes

Dez anos depois do primeiro ataque aéreo realizado por um avião sem tripulantes, representantes das empresas que os fabricam reúnem em Londres

Por Chris Wood, do Bureau of Investigative Journalism | Tradução Publica

O general da reserva dos EUA Kenneth Israel tinha pouco tempo para um punhado de manifestantes contra aviões não tripulados que se reuniam do lado de fora de um hotel luxuoso em Londres. Lá dentro, acontecia uma conferencia do setor que fabrica essas armas. Onde, perguntou ele, estão os protestos contra as armas que matam soldados aliados todos os dias nos fronts de guerra?

“Onde está a moral em usar indiscriminadamente bombas caseiras? Vocês acham isso uma guerra justa? Até hoje nenhuma matéria foi escrita sobre a mortalidade das bombas caseiras”, ele disse ao Bureau of Investigative Journalism, parceiro da Pública. “Os aviões sem tripulantes são tão imorais quanto as bombas caseiras que estão sendo usadas regiões onde, no final, civis acabarão perdendo suas vidas”. Continue reading “Guerra por controle remoto: conheça os fabricantes” »

Uma noite para a liberdade

Relato do debate que revelou, em São Paulo, como o Brasil pode avançar, se sair da letargia atual e abraçar os princípios da Cultura e Comunicação livres

Por Via Tropicaline.

Entre hashtags e streamings, o debate de quarta-feira (23/4) à noite no auditório Ibirapuera, realizado pela Casa da Cultura Digital,  Overmundo e Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV, canalizava experiências e a expectativas de um momento histórico. Abrindo as provocações, o video Remixofagia dava uma pista do clima tropical que seguiria a discussão. Continue reading “Uma noite para a liberdade” »

Os hackers da política

Ao invés de apenas lançar críticas contra a crise da representação, um coletivo de ativistas prepara-se para viajar pelo país mostrando à população que é possível apropriar-se de dados do Estado, e interferir sobre eles

Do Blog do Paraná

Para uma nova sociedade conectada, um novo modo de fazer política. É o que propõe o movimento Transparência Hacker. Um coletivo de programadores, estudantes, jornalistas, advogados e ciberativistas que produzem tecnologias sociais para fiscalização, acompanhamento e participação cidadã nas políticas públicas e funções de governo.

Para eles, conectar é possibilitar colaboração, e permitir colaboração é reconstruir a participação democrática no âmbito de Estado ou fora dele; em suma: abrir, por meio da tecnologia, o processo político para a participação de todos. Para dar substância prática a essa pretensão revolucionária, produzem aplicativos e programas a partir de dados governamentais – sempre de modo aberto, fragmentado e colaborattivo – em rede. Continue reading “Os hackers da política” »

Washington também tenta limitar a internet

Decisões do governo, ou projetos que tramitam no Congresso, restringem o acesso ao Wikileaks, permitem fechar sites classicados genericamente como “terroristas” e chegam a limitar ferramentas de busca tipo Google
Por Iroel Sánchez, no blog cubano La Pupila Insomne:

 

O sítio Russia Today (http://rt.com) lembra que o governo dos EUA anunciou um investimento de 19 milhões de dólares em atividades destinadas à “luta contra a censura na internet”. Mas em seu próprio território, Washington promove várias ações para censurar o uso da rede.

Projeto de lei para um “apagão presidencial”

Uma das controvérsias que gerou o debate sobre a liberdade de expressão na rede dos Estados Unidos foi o projeto de lei “Protecting Cyberspace as a National Asset Act” (Proteção do Ciberespaço como Bem Nacional – PCNAA), que está sendo examinado no congresso estadunidense. A proposta foi apresentada no verão passado e pretende dar ao presidente do país o poder para cortar a conexão da internet em situações de emergências, tais como os ciberataques massivos.

No caso da lei ser aprovada, os operadores da internet, as ferramentas de buscas e os fabricantes de softwares selecionados pelo governo serão obrigados a cumprir “imediatamente”, com o risco de sofrer multa, as medidas de emergências impostas pelo departamento de segurança nacional. Continue reading “Washington também tenta limitar a internet” »

Para que o software livre avance no Brasil

Desmonte da inteligência nacional no setor e colonização, que marcaram anos 1990, estão superados. Mas falta muito para estimular o trabalho do desenvolvedor — e sem ele, qualquer conquista será ilusória

Por Jomar Silva, Trezentos

Sei que muita gente que conheço e admiro vai ficar irritada com este artigo, mas acredito que já atingimos um nível de maturidade suficiente na comunidade de software livre brasileira para que possamos encarar de frente nossos próprios fantasmas. Sei também que o artigo é longo, mas acho que vale a pena a leitura. Cedo ou tarde vamos precisar fazer a reflexão aqui proposta.

Optei por escrever este artigo junto com um grupo de amigos experientes dentro da comunidade para evitar que ele seja classificado como sendo a opinião de uma única pessoa. Todos os amigos convidados já estão há bastante tempo na comunidade de software livre e todos eles já sentiram na pele os efeitos dos problemas aqui relatados. Optei por não listar seus nomes neste artigo, para que eles mesmo possam fazê-lo nos comentários.

Depois de tantos anos militando e trabalhando com software livre, fico impressionado em ver como as pessoas comumente usam o termo “a comunidade” como se ela fosse uma empresa ou coisa parecida. Muitas vezes vejo as pessoas falando da comunidade como se não fossem parte dela, como se não tivessem nenhuma obrigação em relação à manutenção dos projetos desenvolvidos de forma comunitária. Muita gente entende que ser usuário de redes sociais organizadas em torno de projetos de software livre seja o mesmo que ser membro de fato da comunidade do projeto em questão, além de acreditar piamente que todos naquela comunidade estão mesmo interessados em trollagens e críticas despropositadas. Continue reading “Para que o software livre avance no Brasil” »

Para que a internet jamais tenha centro

Caráter de rede distribuída, que hoje prevalece, garante horizontalidade e des-hierarquização. Tais características não estarão ameaçadas, se passarmos à “computação em nuvens”?

Por João Carlos Caribé, no Trezentos

 

A Internet foi concebida para ser operada de forma descentralizada, justamente para resistir à um ataque nuclear, paranóia muito comum durante o período da guerra fria. As maiores apropriações da rede foram feitas justamente dentro desta premissa, tanto as apropriações tecnológicas como o P2P como sociais como o crowdsourcing e o poder da auto organização.  O P2P é um protocolo que permite a troca de pacotes de pessoa-a-pessoa, ou melhor de muitas pessoas para muitas pessoas. Com isto, é possivel transmitir uma considerável massa de dados, sem sobrecarregar servidores ou braços da rede. O poder do crowdsourcing, da inteligência coletiva e da auto organização continuam um mistério para muitos, mas sabemos que sua base conceitual é justamente a descentralização e a ausência de uma liderança e da ultrapassada estrutura hierárquica.

Existem três manifestos que na minha opinião dizem muito a respeito da cibercultura, a nossa cultura, e das características fundamentais da rede. São eles o Manifesto Cluetrain, o Manifesto da Cultura Livre e o Mundo de Pontas. Continue reading “Para que a internet jamais tenha centro” »

As novidades do próximo Ubuntu-Linux

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O blog Tecnologia Etc testa e analisa a nova versão do sistema operacional que incomoda o Windows. Será lançada em 28/4, e promete inovações surpreendentes


Como alguns já devem saber, dia 31 de Março foi lançado o primeiro beta da próxima versão da distro Linux mais usada no mundo: o Ubuntu. De acordo com o calendário da distribuição, a versão 11.04 ainda terá mais um beta (dia 14 de Abril) antes do lançamento definitivo no dia 28 de Abril.

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O incrível tablet indiano de 35 dólares

A popularização de leitores como o IPad vai revolucionar a edição de livros, muito em breve. Mas a inovação verdadeira está muito distante de onde a Apple (e a mídia) a enxergam

“O IPad pode parecer lampejante, mas a tecnologia que está mudando a vida das pessoas são os laptops de 300 dólares”, frisou a revista The Economist em abril do ano passado, num estudo especial sobre o vasto movimento de inovação tecnológica que sacode China, Índia e (em menor escala) Brasil ou Turquia. Está em desenvolvimento, na Índia, um produto que confirma e amplia o acerto da sentença. Foi anunciado em julho último, pelo ministro do Desenvolvimento de Recursos Humanos, Kapil Sibal. É um tablet (netbook com teclado na tela, tipo ipad) que custará no máximo 35 dólares, ou 60 reais.

O tablet indiano, descrito no Taranfx, um ótimo site sobre tecnologias digitais) parece um agregador de alternativas. Usará Linux, como sistema operacional. Poderá ser alimentado por energia solar. Ao contrário de alguns dos similares convencionais, terá, na versão de U$ 35, acesso a wi-fi, memória razoável (2Gb) e Open Office pré-instalado. Desenvolvê-lo na escala necessária a tal redução de preço tornou-se possível graças a  uma iniciativa pública. O governo indiano encomendará centenas de milhões de aparelhos para distribuir entre estudantes (os de ensino básico e médio receberão versões mais simples). A iniciativa faz parte do projeto One Laptop per Person (OLP). O ministro Sipal afirma estar disposto a buscar empresas-parceiras, interessadas em produzir  versões para venda comercial, também a preços mínimos.

Como o tablet ainda não está disponível, é possível duvidar de que preço e potência sejam, no produto final, tão atraentes quanto os anunciados. É um detalhe. Uma rápida busca na internet revela que já há, disponíveis, aparelhos equivalentes ao ipad por cerca de R$ 200. Podem ser importados via net, sem burocracia. Após pagamento da taxa alfandegária (60%), chegam por R$ 320, cerca de 1/4 do similar com a griffe da Apple. Custarão muito menos, se forem adotados em escolas públicas, ou (ainda melhor) se houver, além disso, incentivo à sua produção no país.

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Google: testando nova versão do Docs

Começou a funcionar hoje, em português, a nova versão do Google Docs — sistema que, além de oferecer gratuitamente programas como editor de textos, planilhas e powerpoint, permite que vários usuários participem da criação de um mesmo trabalho, online. Seria muito útil testá-la.

O primeiro sinal da mudança é gráfico. O formato dos documentos de texto mudou. Não é mais aquela página “deitada”, na horizontal, que tornava difícil visualizar o resultado final do trabalho num editor de textos comum. As páginas são muito parecidas com as que se cria no Word (ou, de preferência, OpenOffice…). É possível usar muito mais livremente formatação, inserção de imagens, criação de tabelas.

Mas a novidade mais interessante parece ser um sistema que digitaliza arquivos em “pdf”, transformando-os em texto e permitindo, finalmente… editá-los.

A nova versão está em testes. Há mais informações no próprio Docs e em publicações como o Wired. Seria ótimo abrir, aqui no blog, um esforço colaborativo para entender as mudanças e sua utilidade.