O país como um todo e o governo como um todo, setor privado e universidades, devem acordar para o grande desafio de unir inovação e sustentabilidade para o desenvolvimento
Por Luis Nassif, em seu blogue
Chegou a hora de convocar os formuladores de futuro.
Não dá mais para encarar a crise global apenas de forma defensiva, tendo como único objetivo minimizar seus efeitos sobre o Brasil. A crise abre a oportunidade histórica do Brasil dar um salto. Mas exige-se, antes, visão estratégica.
No governo Collor, houve um ensaio de visão estratégica nos estudos de Eliezer Baptista para a integração do continente. No governo Lula, criou-se a Secretaria de Assuntos Especiais, montou-se o projeto Brasil em 2 Tempos, visando desenvolver essa visão. O projeto foi tocado pelo coronel Oliva, com um grau de sofisticação analítica excepcional.
Havia um problema nele. Eram formulações por demais sofisticadas para haver um elo automático com o dia-a-dia de governo. Havia a necessidade de um órgão intermediário – possivelmente a própria Casa Civil – assimilando os conceitos, enriquecendo-os e definindo o modo de casar as políticas públicas com os objetivos de longo prazo.
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